Por Cnj
No
ano de 1889, em homenagem à greve geral de Chicago, que foi marcada por muita
luta e reinvindicações para a diminuição da carga horária de trabalho, o
Congresso Socialista, em Paris, instituiu a data de 1º de maio como o Dia
Internacional do Trabalho. No Brasil, o reconhecimento só ocorreu em 1925, pelo
então presidente Arthur Bernardes, que decretou 1º de maio como feriado
nacional.
O Dia do Trabalho, comemorado no Brasil e em várias
partes do mundo em 1º de maio, é uma homenagem a uma greve ocorrida na cidade
de Chicago (EUA) no ano de 1886. A data foi marcada pela reunião de milhares de
trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8
horas diárias.

No ano seguinte, milhões de trabalhadores da
Alemanha, Áustria, Hungria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos,
Holanda, Grã-Bretanha, Itália e Suíça fizeram valer as decisões do Congresso de
1889. O dia 1º de maio foi marcado por uma greve geral, onde os operários
desfilaram pelas ruas de suas cidades para mostrar apoio à causa trabalhista. O
dia passou a ser chamado de “Dia do Trabalho” e passava a comprovar o poder de
organização dos trabalhadores em âmbito internacional.
Dia do Trabalho no Brasil
A chegada dos imigrantes europeus ao Brasil trouxe
ideias sobre princípios organizacionais e leis trabalhistas, já implantadas da
Europa. Os operários brasileiros começaram a se organizar. Em 1917 aconteceu a
Greve Geral, que parou indústria e comércio brasileiros. A classe operária se
fortalecia e, em 1924, o dia 1º de maio foi decretado feriado nacional pelo
presidente Artur Bernardes.
Mesmo tendo sido declarado feriado no Brasil, até o
início da Era Vargas o 1º de maio era considerado um dia de protestos
operários, marcado por greves e manifestações. A propaganda trabalhista de
Getúlio Vargas habilmente passou a escolher a data para anunciar benefícios aos
trabalhadores, transformando-a em “Dia do Trabalhador”. Desta forma, o dia não
mais era caracterizado apenas por protestos, e sim comemorado com desfiles e
festas populares, como é até hoje.
O Direito Revisto – Mai/13
Publicado originalmente em: 1 - Cnj
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